Jornalismo Científico e Pesquisa na Amazônia, Editora Insular

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Jornalismo Científico e Pesquisa na Amazônia
[14 X 21 cm]

Jornalismo Científico e Pesquisa na Amazônia
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Organizadores: Manuel Dutra e Samuel Lima

Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Pós-Graduação em Jornalismo Científico


ISBN: 978-85-7474-671-5
Páginas: 176
Ano: 2013

Um olhar sobre a pesquisa na Amazônia
Manuel Dutra, Samuel Lima

Prefácio – O mundo da ciência nas terras do Tapajós
Alessandra Carvalho

Insetos têm beleza natural, afirma pesquisador
Adenomar Neves de Carvalho, entrevistado por Lenne Santos

Fazer ciência na Amazônia depende do campo a ser pesquisado
Anselmo Alencar Colares, entrevistado por Ednaldo Rodrigues e Ormano Sousa

Com um projeto de ciência e vida Celson liga a Amazônia à Europa
Celson Pantoja Lima, entrevistado por Ronilma Santos

Semiótica e libertação nas palavras - Jogo, forma e estilo na literatura
Cristina Vaz Duarte da Cruz, entrevistada por Júlio César Guimarães

Terras Caídas são fenômeno único que só o Rio Amazonas apresenta
Deize de Souza Carneiro, entrevistada por Alessandra Guimarães Mizher e Gilmara dos Reis Ribeiro

A indústria do turismo em Santarém: potencialidades e grandes desafios
Erbena Silva Costa,entrevistada por Joab Ferreira e Milton Corrêa

Autorreconhecimento indígena: do estigma à consciência adquirida
Frei Florêncio de Almeida Vaz, entrevistado por Ercio do Carmo Santos e Joelma Viana dos Santos

Pesquisas com animais Peçonhentos podem salvar vidas
Hipócrates de Menezes Chalkidis, entrevistado por Cristiane Sales e Márcia Reis

Terra-preta de índio é o ouro negro da Amazônia
Lilian Rebellato, Entrevistada por Maria Lúcia Morais

Indígenas em solo socialista e capitalista; na Venezuela, quais as diferenças?
Majahua Tapuia, entrevistada por Jeso Carneiro

Conhecimento científico como base para construção de uma nova Amazônia
Manuel Dutra, entrevistado por Moisés Sarraf

Peixes da Amazônia podem desaparecer com o aumento da temperatura
Marcos Prado Lima, entrevistado por Adriana Pessoa e Aritana Aguiar

Tecnologias da informação podem ajudar a vencer déficit histórico na educação
Paulo Henrique Lima, entrevistado por Raimundo Clecionaldo Vasconcelos Neves e Ambelino Minael Andrade Cunha

Mudanças climáticas e sustentabilidade no debate nacional sobre a Amazônia Raimunda Nonata Monteiro, entrevistada por Fábio Pena

Agronegócio e agricultura familiar: é possível conciliar interesses em conflito?
Sandro Viegas Leão, entrevistado por Ailanda Ferreira Tavares e Alciane Ayres

A distância entre intenção e gesto na questão ambiental no Oeste do Pará
Antônia do Socorro Pena da Gama, entrevistada por Jota Ninos

Garimpos e desmatamento fazem do mercúrio um vilão dos rios e igarapés
Ynglea Georgina de Freitas Goch, entrevistada por Val Araújo


Um olhar sobre a pesquisa na Amazônia

Manuel Dutra - Coordenador do curso de Pós-graduação (Lato Sensu) em Jornalismo Científico da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).
Samuel Lima - É Doutor em Mídia e Teoria do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, 2005). Docente da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (FAC/ UnB) é, atualmente, professor-visitante do curso de Jornalismo da UFSC.

Este livro digital traz uma coletânea de entrevistas realizadas pelos alunos e alunas do Curso de Pós-Graduação em Jornalismo Científico, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), sediada na cidade de Santarém, no Pará, bem no coração da Amazônia. São trabalhos que se incluem nas tarefas da última disciplina, “Linguagens: Jornalismo, Ciência, Tecnologia”, que foi ministrada pelo Prof. Dr. Samuel Lima, da Faculdade de Comunicação da UnB, presentemente colaborador-docente do Departamento de Jornalismo da UFSC, em Florianópolis.

Não há aqui necessidade de realçar o aspecto de pioneirismo de tal iniciativa, notadamente numa região da qual o imaginário nacional/global distingue quase tão somente a natureza, processo que torna (quase) invisível a cultura e a ciência, isto é, o fazer humano aí existente e que, a cada dia, adquire maior consciência de sua responsabilidade local/global, no sentido de produzir conhecimento como que a partir de dentro e não mais, apenas, esperar que “viajantes”, como os de outrora, sejam os únicos a conduzir esse discurso iniciado no tempo das descobertas históricas.

A UFOPA faz hoje o esforço por ser um ambiente de encontro entre saberes, dos laboratórios clássicos da ciência à sabedoria tradicional cujo senso comum alimenta tantos problemas de pesquisas, tantas hipóteses e novos achados. Assim também, a instituição quer ser lugar de encontro de quantos, amazônidas, brasileiros e estrangeiros, estejam dispostos a escrever e reescrever a autonomia na produção do conhecimento científico.

A realização de um curso assim, fora dos chamados grandes centros não apenas nacionais, mas distante dos dois grandes centros regionais onde se concentra o grosso da pesquisa sobre a Amazônia, Belém e Manaus, só foi possível graças ao espírito pioneiro do reitor na nova universidade pública, a primeira do interior da região, professor José Seixas Lourenço. A proposta foi de imediato encampada pelo pó-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação Tecnológica, professor Marcos Ximenes, ambos ex-reitores da Universidade Federal do Pará (UFPA). Portanto, a iniciativa contou com o entusiasmo da instituição como um todo, que tem no pioneirismo uma de suas marcas mais profundas.

A ideia matriz é a produção do conhecimento no coração da Amazônia, capaz de gerar um acervo que precisa ser socializado, e um dos primeiros e, espera-se, mais eficazes meios para a disseminação desse acervo no seio da sociedade é a participação de jornalistas. Daí a ideia deste curso, cujo objetivo final é a capacitação de profissionais da mídia, no sentido de que possam, com mais facilidade, dialogar com o cientista, penetrar no universo conceitual do fazer metódico, interpretar relatórios de pesquisa, elaborar pautas de modo autônomo para, afinal, transformar esse saber em notícias e reportagens compreensíveis e agradáveis ao grande público, notadamente numa região e num país onde a pesquisa é majoritariamente processada em laboratórios custeados pelo recurso público.

Não se trata de visualizar um jornalista porta-voz, mas de um profissional crítico que, dentro daquilo que é específico de sua atividade, possa contribuir para com a melhoria da educação e do domínio do saber, a começar daquele saber sobre o chão em que pisamos, indispensável para que a sociedade e os indivíduos se situem conscientemente no mundo, assim fazendo as suas opções de vida presente e futura. A prática do jornalismo científico impõe, por conseguinte, o desafio da produção de um conhecimento novo sobre os fatos científicos, algo que se consolida na linguagem jornalística, acessível à sociedade.

Este curso resulta de colaboração interinstitucional e interdisciplinar. É produto de um acordo de cooperação científica e técnica entre a Universidade Federal do Pará e a Universidade Federal do Oeste do Pará, por meio de seus reitores Carlos Maneschy e José Seixas Lourenço. Conta, até agora, com a participação decisiva de professores-pesquisadores na área da Comunicação/Jornalismo Científico desde o instante da construção do eixo disciplinar do curso. Assim, a várias mãos, trabalhamos professores-pesquisadores de Santarém e de Belém, no Pará, de Natal (RN), do Estado do Rio de Janeiro (Niterói) e de Florianópolis (SC). São eles Anselmo Colares (UFOPA), Alessandra Carvalho (UFRRJ), Socorro Veloso (UFRN), Otacílio Amaral, Alda Costa, Fábio Castro e Manuel Dutra (UFPA) e Samuel Lima (UFSC).

A partir de um banco de dados preliminar, portanto, incompleto, reunindo 95 pesquisadores, quase todos pertencentes ao quadro de docentes-pesquisadores da UFOPA e de outras universidades da região, entre doutores e mestres, os alunos fizeram as suas escolhas de pautas, levando em conta uma temática variada. As entrevistas aparecem neste e-book em ordem alfabética dos entrevistados.

Lenne Santos ouviu o entomólogo Adenomar Neves de Carvalho, que define: “Insetos não são pragas, eles têm a sua importância biológica”; Ednaldo Rodrigues e Ormano Sousa dialogam com o pedagogo Anselmo Colares que afirma uma crença: “O conhecimento não pertence a um ou outro grupo, por isso não pode ser negado. Índio, negro, pobre ou rico todos precisam ter acesso aos saberes”; Ronilma Santos entrevistou o pesquisador das ciên-cias de computação, Celson Lima, que resumiu: “A gente não vive sem energia e sem os meios de comunicação. Se tirar isso, a vida das pessoas para, param os negócios, para a educação, para tudo!”; Júlio César Guimarães conversou com semioticista Cristina Vaz de quem ouviu: “A forma literária do autor é singular na medida em que ele tenha uma ligação íntima com o seu texto. É plural na medida como ele se liga ao coletivo”; Alessandra Guimarães Mizher e Gilmara dos Reis Ribeiro foram desvendar com a geógrafa Deize de Souza Carneiro o fenômeno das terras caídas do Amazonas: “A bacia amazônica é única. Não há comparação com nenhuma outra no mundo. Ela foge a todas as regras, principalmente pela quantidade de água, dimensão territorial, localização geográfica com áreas de contribuição dos dois hemisférios, com pluviosidade do norte ao sul”. Joab Ferreira e Milton Corrêa ouviram uma fonte especializada naquilo que é decantado como saída ao desenvolvimento da Amazônia, o turismo. Erbena Silva Costa crê que “o turismo precisa do auxílio de muitas outras disciplinas para ser entendido. Basta você ver um curso de graduação em turismo, ele é generalista”; Ercio do Carmo Santos e Joelma Viana dos Santos entrevistaram o religioso e antropólogo Florêncio de Almeida Vaz estudioso da causa indígena que afirma: “A mídia teve um papel decisivo na autoidentificação dos indígenas daqui, e a Rádio Rural de Santarém principalmente. Os programas estimulam a valorização da identidade, do modo de vida, da defesa da terra”; Cristiane Sales e Márcia Reis dialogam com o biólogo Hipócrates de Menezes Chalkidis, que lidera pesquisa sobre animais peçonhentos na região e confessa: “Nós estamos trabalhando agora com os venenos, para saber até que ponto nós podemos contribuir para uma cura mais rápida, para diminuir as sequelas, ou até mesmo para eliminá-las”; Maria Lúcia Morais entrevistou a arqueóloga Lilian Rebellato que revela alguns segredos da terra-preta: “Fertilidade e estabilidade. Não apenas da matéria orgânica, mas dos nutrientes do solo. A terra-preta tem muito fósforo e cálcio, nutrientes que a planta precisa, além de magnésio e manganês”.

Jeso Carneiro ouviu a antropóloga de origem indígena, Majahua “Isa” Tapuia, que lhe falou entre outras coisas sobre o fato de “os Estados e a sociedade não sabem tratar o diferente, ou seja, a diferença é tratada com a supressão. O modelo de desenvolvimento em todo o planeta é capitalista, depredador e excludente”; o jornalista Moisés Sarraf, da revista Amazônia Viva (que não integra a turma de alunos do Jornalismo Científico), contribui entrevistando o pesquisador Manuel Dutra que adverte: “Se quisermos divulgar os achados científicos na Amazônia, em todos os ramos da ciência, teremos que ser particularmente críticos e vigilantes”; Adriana Pessoa e Aritana Aguiar conversaram com o biólogo Marcos Prado Lima, especialista em peixes da região que trabalha com os dados de mudança climática: “Imaginemos um cenário daqui a 100 anos, com um aumento de três graus na temperatura do planeta. Algumas espécies podem se adaptar, mas outras podem simplesmente desaparecer”; Cléo Neves e Minael Andrade dialogam com o pesquisador Paulo Lima, que discute educação à distância na Amazônia, revelando “como moradores de comunidades longínquas do interior da Amazônia modificaram suas vidas através da educação utilizando ciência e tecnologia num programa à distância do ensino médio rural”.

Fábio Pena entrevista a jornalista e pesquisadora Raimunda Nonata Monteiro, que vê com preocupação o fato de que “nos últimos anos a Amazônia também deixa de ter um papel importante na agenda da discussão de meio ambiente, tanto internamente quanto em nível internacional”; Ailanda Ferreira e Alciane Ayres foram ouvir o economista Sandro Augusto Leão, que pesquisa sobre agronegócio e agricultura familiar e analisa o caso da soja na região: “Houve um problema em 2006, um grande conflito socioambiental. O fato de que a soja estava tirando os trabalhadores rurais e suas famílias de suas comunidades, de Belterra e de outras áreas”; Jota Ninos encarou o diálogo com a pesquisadora e ativista ambiental Antônia do Socorro Pena da Gama, que tratou entre outras coisas de sua passagem recente pelo poder público municipal. Ela reco-nhece que “é mais fácil aplicar políticas ambientais quando se traba-lha numa ONG, do que na gestão pública”, por causa da política e 18 da burocracia; fechando a obra, Valdilene Araújo entrevista a bióloga Ynglea Georgina de Freitas Goch, especialista na pesquisa sobre contaminação de mercúrio, que é categórica: “Não são apenas os garimpos que poluem, tem colaboração também do desmatamento, pois sabemos que a remoção da vegetação do solo gera perda dos nutrientes e leva sedimentos para lagos, igarapés, rios chegando ao mar”.

O que se apresenta neste e-book é pouco, nada mais que um trabalho de aula, em parte como preparação para os Trabalhos de Conclusão que serão apresentados na segunda quinzena de agosto, sob a forma tradicional de monografias, mas também sob as formas de audiovisuais, programas para rádio e sites na internet. Todo esse acervo será também disponibilizado na internet, dentro do princípio de que jornalista, quando estudante, não produz a informação/notícia apenas para ser lida e avaliada pelo professor, mas destina-se ao leitor/ouvinte/espectador/internauta, à sociedade, enfim. Por esse princípio, aqui estão estas entrevistas, à disposição de especialistas e do leitor cidadão não especialista. A crítica será muito bem-vinda.

AUTORES

Adenomar Neves de Carvalho, doutor em Ciências Biológicas (Entomologia) pela Universidade Federal do Paraná (2006), é professor Adjunto II da Universidade Federal do Oeste do Pará UFOPA). Suas pesquisas se concentram na área de Zoologia, com ênfase em Taxonomia dos Grupos Recentes, atuando principalmente nos seguintes temas: Hemiptera, Auchenorrhyncha, Cicadellidae e Xestocephalinae.

Anselmo Alencar Colares, professor e pesquisador da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), atua na área de educação, com mestrado (1996) e doutorado (2003) pós-doutorado (2012) pela Unicamp-SP. Sua pesquisa de doutorado trata do o processo histórico da educação na Amazônia: “Colonização, catequese e educação no Grão-Pará”. Possui amplo conhecimento de sua área com trabalhos desenvolvidos em várias cidades da Amazônia, inclusive em Porto Velho (RO), onde é membro de curso de mestrado da Universidade Federal de Rondônia (UFRO).

Celson Pantoja Lima é professor adjunto e pesquisador da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Graduado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC, 1986), mestre em Engenharia Mecânica pela UFSC (1994) e doutor em Engenharia Electrotécnica e Computadores pela Universidade Nova de Lisboa (2001). Possui pós-doutorado obtido junto ao Centre Scientifique et Technique Du Batiment, CSTB, Sophia Antipolis, França (2002). Desde Junho de 2012 ocupa o cargo de Diretor do Instituto de Engenharia e Geociências da UFOPA.

Cristina Vaz Duarte da Cruz é doutora em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (2005) no âmbito da Semiótica das Instâncias, com pós-doutorado em Ensino de Línguas pelo Instituto de Educação da Universidade de Estolcomo. Atualmente é professora titular de Língua Portuguesa e Semiótica na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

Deize de Souza Carneiro é mestre em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (2009) e graduada pela Universidade Federal do Amazonas (2004). Pesquisa na subárea Geografia Física, com ênfase em Geomorfologia Fluvial, Pedologia e Geomorfologia. Atualmente é professora da Universidade Federal do Oeste do Pará, no Instituto de Engenharia e Geociências.

Erbena Silva Costa é graduada em Turismo pela Universidade Federal do Pará (1985) e em Administração de Empresas pela Faculdade de Administração de Brasília (2010). Especialista em Recursos Humanos pela Universidade Estadual da Paraíba (2002) é Mestre em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali, Santa Catarina, 2005).

Frei Florêncio de Almeida Vaz, doutor em Ciências Sociais com concentração em Antropologia, pela Universidade Federal da Bahia (2010). Atualmente é professor na Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Tem experiência na área de Antropologia, com ênfase em estudos sobre povos indígenas, atuando principalmente em conflitos e identidade indígena no Brasil.

Hipócrates de Menezes Chalkidis é mestre em Biociências (Zoologia) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Atualmente é professor titular das Faculdades Integradas do Tapajós (FIT). Publicou artigos em periódicos especializados e trabalhos em anais de eventos. Participa atualmente de cinco projetos de pesquisa, atuando na área de Zoologia, com ênfase em Herpetologia. Desenvolve trabalhos em ecologia de comunidades de serpentes na região amazônica. Lilian Rebellato é doutora em Geoarqueologia pela University of Kansas (EUA). Professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), onde coordena o Laboratório de Arqueologia Curt Numuendaju e o Grupo de Pesquisas em Terras Pretas e Mulatas da Amazônia (ArqueoTerra), que desenvolve estudos com solos antrópicos aplicados à compreensão da morfologia dos sítios arqueológicos da região.

Majahua Tapuia, 48 anos, é antropóloga nascida em Santarém (PA), com mestrado no Equador. Lá, escreveu “Povos Indígenas do Baixo Tapajós, rostos contemporâneos do Brasil”. É também especialista em “Povos Indígenas, Direitos Humanos e Cooperação Internacional”, pela Universidad Carlos III (Espanha). Na gestão da governadora do Pará Ana Júlia Carepa (2009-2012) chefiou a Coordenadoria de Proteção dos Direitos dos Povos Indígenas.

Manuel Dutra é jornalista profissional, professor e pesquisador no Curso de Comunicação/Jornalismo da Universidade Federal do Pará. Detentor de três Prêmios Esso Região Norte, é doutor em Ciências Sócio-ambientais (Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido) pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (2003). Atua nas linhas de pesquisa mídia/discurso e mídia/meio ambiente.

Marcos Prado Lima é graduado em Ciências Biológicas pela UFPA (2005) e em Educação Física pela UEPA (2004). Mestre em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (2009), é doutorando do curso de Genética, Conservação e Biologia Evolutiva pelo INPA e professor Assistente II da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Atua nas áreas de Genética e Biologia Molecular.

Paulo Henrique Lima é graduado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994). Consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe – CEPAL. Foi consultor do Rimisp – Centro Latinoamericano para el Desarrollo Rural, Santiago, Chile e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Atualmente é um dos coordenadores do Projeto Saúde & Alegria (PSA) em Santarém (PA), instituição civil sem fins lucrativos que atua em comunidades tradicionais na Amazônia.

Raimunda Nonata Monteiro é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (1990). Doutora em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pela Universidade Federal do Pará (2003), é professora adjunta I da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) . Suas pesquisas se concentram principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento sustentável, desenvolvimento regional, desenvolvimento rural, crédito rural e florestas tropicais.

Sandro Viegas Leão é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Pará (1999) e mestre em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2006). É professor e pesquisador da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Pesquisa e atua na área de economia, com ênfase em economia política, atuando principalmente nos seguintes temas: economia brasileira, desenvolvimento socioeconômico, políticas públicas de desenvolvimento rural, agronegócio na Amazônia.

Antônia do Socorro Pena da Gama é mestre em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA, 2004) e doutoranda em Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atuou como educadora popular no Centro de Apoio aos Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC, 1988-1990). Coordenou diversos projetos no Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM, 1997 até 2006). É professora assistente e pesquisadora da Universidade do Oeste do Pará (UFOPA).

Ynglea Georgina de Freitas Goch é doutora em Biologia (Ecologia), pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA, Manaus – 2007). É professora e pesquisadora no Instituto de Ciências e Tecnologia das Águas, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Atua na área das Ciências Biológicas, Ecologia, Meio Ambiente e Contaminação Aquática.

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