Colombo Salles: o Jogo da Verdade <p><font color="red"><RED>ESGOTADO </RED></font> <p> <b>Verificar disponibilidade</b>, Editora Insular

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Colombo Salles: o Jogo da Verdade

ESGOTADO

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[14 X 21 cm]

Colombo Salles: o Jogo da Verdade <p><font color=\"red\"><RED>ESGOTADO </RED></font> <p> <b>Verificar disponibilidade</b>
Autor: Moacir Pereira

ISBN: 978-85-7474-375-2
Páginas: 248
Peso: 355g
ANO: 2007

Prefácio:

Gesto feliz este, do jornalista Moacir Pereira, de investigar para reconstituir a trajetória do engenheiro Colombo Machado Salles, governador de Santa Catarina, no quatriênio 1970-1974.
O terceiro plano e orçamento plurianual de Santa Catarina, e do país, foi do governador Colombo Salles. Recobriu o período do seu mandato.
Compunham-no 13 programas. Investimentos somaram CR$ 5.604.300 mil; do Tesouro Estadual CR$ 1.620,520. Planos e programas se avaliam pelos resultados. O texto do jornalista os refere.
Estive presente na formulação do Projeto Catarinense de Desenvolvimento e na Ação que o implementou. Tenho disso registros. Retiro-os das notas de palestra no Ciclo de Estudos do ITAG de 1976 (o Instituto Técnico de Administração e Gerência era subsidiário da ESAG), que tinha por título “Modelo Brasileiro de Desenvolvimento”.
Leio ali, e reproduzo. O desempenho do período 1971-1975 se caracterizava (1º) por altas taxas de expansão global da economia – do índice 100,00 em 1970 para 175,4 em 1974; (2º) por altas taxas de expansão da economia industrial (de 100,00 para 175,4); (3º) por altas taxas de consumo de energia industrial (de 100,00 para 237,86); (4º) por altas taxas de crescimento do emprego industrial (100,00 para 201,21).
O mandato do governador Colombo Salles encerra o ciclo de ouro –estratégico – da economia brasileira e catarinense. Os decênios 1961-1970 e 1971-1980 marcaram-se respectivamente por taxas de incremento do Produto Global de 11,30% e 11,92%. Os impulsos destas duas décadas perduraram em efeitos que resultaram em fatos que valem mencionar.
(1º) Com 1,1% do território emerso e os 207,94 mil km² de plataforma continental com que participa da Federação e com a população de 3,1%, Santa Catarina, gerando 4,43% da riqueza nacional em 2005, responde em média por 5,2% das exportações, 6% da produção nacional de grãos; 4% do consumo de energia; 3,7% do eleitorado.
(2º) Exprime-se no melhor Índice de GINI (distribuição de riqueza) e no melhor Índice de Desenvolvimento Humano (que se funda em longevidade, escolaridade e renda). A título ilustrativo vale referir que o colégio eleitoral do governador Celso Ramos, em 1960, era constituído por 573.604 eleitores (26,8 % da população) e que os senhores deputados estaduais que elegeram em 1974 o governador Antônio Carlos Konder Reis, tinham obtido mandatos de um eleitorado que era referido a 1.332.895 cidadãos, equivalentes a 47,5% da população estadual.
(3º) Ao governador Colombo Salles devem ser creditados avanços cruciais à modernização (aggiornamento) catarinense – telecomunicações, crédito, produtividade da agropecuária, ampliação da iniciativa que transforma instâncias administrativas em territórios de desenvolvimento, fortalecimento da Cidade-Capital. A COTESC – Companhia Catarinense de Telecomunicações, depois TELESC, fez-se a mais moderna empresa de telecomunicações do país: as doze Redes Integradas alcançaram 199 localidades – em todos os municípios de então – servindo a 60 mil assinantes, que se integravam entre si e com o País e o Mundo, por redes de microondas, transportadoras de som e imagem (o senhor Celso Ramos fora o último governador eleito com o poder que vinha da terra e começava a ser Cidade – usara intensamente o rádio como meio de presença nos horizontes estaduais).
O Sistema Salles da COTESC universalizou a televisão, dando-lhe âmbito estadual e nacional. Os governantes dos novos tempos foram dela beneficiários e prisioneiros. Num fim de tarde, em meados do mandato do governador Salles, o Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina – era este o nome ainda – vendia em underwriting ao Banco Halles o total da emissão de ações valendo CR$ 30 milhões, com que o presidente Lauro Luiz Linhares, do Banco, ampliou e consolidou o Sistema Financeiro BESC. Na agropecuária, o engenheiro agrônomo Glauco Olinger, apoiado pelo BESC para o crédito rural, consolidou e expandiu o melhor sistema de extensão rural da América Latina – a ACARESC: Santa Catarina ocupa o primeiro lugar em produtividade no Brasil, com a média de 3.403 kg de grãos por hectare, na área estadual plantada de 1.448.000 hectares.
Atualmente – vem de lá o esforço – um produtor rural catarinense produz alimento para mais de 16 países, contra quatro de lá atrás; a “Universidade da Terra”, iniciada nos anos sessenta pelo Centro de Treinamento de Itacorubi, em Florianópolis, difundiu-se pelo território estadual e alcançou o Oeste – São Miguel – e o Meio-Oeste – Videira, nos setenta; hoje são doze as unidades do sistema universitário rural, que inclui a Agrovet de Lages.
O modelo econômico de mercado que informara planejamento econômico do Governo Celso Ramos envolvera a interação entre Estado e Empresa para a tomada das decisões que resultaram no Plano de Metas do Governo. Balisava o Plano uma tríplice dimensão: O Homem (pessoa humana), que cuidava dos aspectos sociais; O Meio, que tratava do ajustamento do ambiente às conveniências humanas; e A Expansão Econômica, abrangente do crédito (Banco do Estado) e transformação de instâncias administrativas em territórios de desenvolvimento.

No início dos sessenta a disponibilidade de energia elétrica era de apenas 85MW; as demandas alcançaram 199,7MW em 1970 e 326,8MW em 1975. Incremento de 63,6% em cinco anos; demandas estas que foram cobertas pela expansão da potência instalada, 205,3MW em 1970 e 433,1MW em 1975, nos governos Ivo Silveira e Colombo Salles. A Secretaria do Oeste – território de desenvolvimento – foi mantida e qualificada pelo governador Colombo Salles e outras doze instâncias de expansão e crescimento foram apoiadas; 29 Centros Dinâmicos e 4 estâncias balneárias aí se incluíam. A Ilha de Santa Catarina, que sedia a Cidade-Capital, foi exposta à saudável ocupação: uma nova ponte, o asfalto e uma área de 600 mil m² quadrados foi incorporada ao uso da população. A finalidade do Estado é a prosperidade pública – conjunto de condições requeridas para que, na medida do possível, todos os membros orgânicos – pessoas – da sociedade possam por si conseguir omnimoda felicidade temporal. Estas condições se hierarquizam. O lugar primário é o gozo da ordem jurídica; o lugar segundo é a abundância suficiente dos bens da alma e do corpo necessários à realização da felicidade que não são suficientemente alcançáveis pela só atividade privada. O objeto da política é a gestão do Estado, e por aí, da concretização do bem comum. O presidente Franklin Delano Roosevelt impôs ao Estado o dever de promover e garantir quatro liberdades que reputava fundamentais: a liberdade de expressão e da palavra em qualquer parte do mundo; a liberdade de cada um adorar a Deus à sua maneira em qualquer parte do mundo; a liberdade de viver ao abrigo da necessidade em qualquer parte do mundo; a liberdade de viver sem temor, em qualquer parte do mundo. Em Santa Catarina, o governador Colombo Machado Salles fez-se instrumento do poder do Estado para a libertação e a inclusão, para todos assegurar oportunidades iguais, e para todos, igualmente, prover seguranças – é o que emerge da leitura atenta do documento do Moacir Pereira, jornalista investigativo. Em sendo assim, o Projeto Catarinense de Desenvolvimento e a respectiva implementação compõe-se numa agenda necessariamente política. Quem isso propôs e executou, político também é. Esta é a minha celebração do personagem do livro – Colombo Machado Salles – engenheiro, político, governador, estadista. Se os períodos da história humana preparam seus possíveis representantes; escolhem-nos, moldam-nos e trazem-nos à luz para, através deles, deixarem-se reconhecer, como sugere Erich Auerbach, a presença fecunda do governador Colombo Salles em Santa Catarina tem aí a explicação que chama à reverência; a minha com certeza.

Florianópolis, Dia das Américas de 2007

Alcides Abreu – professor

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