O Futebol em Santa Catarina: Histórias de clubes (1910-2014), Editora Insular

R$50,00

O Futebol em Santa Catarina: Histórias de clubes (1910-2014)
[15 X 21 cm]

O Futebol em Santa Catarina: Histórias de clubes (1910-2014)
Organizadores: Alexandre Fernandez Vaz e Norberto Dallabrida

ISBN: 978-85-7474-821-4
Páginas: 304 il.
Peso: 420g
Ano: 2014
Capa e projeto gráfico: Valmor Fritsche
Insular Livros

Esta obra vem juntar-se a outros esforços de pesquisa da história do futebol em suas distintas expressões regionais. Pretende ser a primeira iniciativa sistemática de expor aspectos da história do futebol em Santa Catarina entre 1910 – quando ocorreu o primeiro jogo de futebol público, na cidade de Florianópolis, entre os alunos do então Ginásio Santa Catarina (hoje Colégio Catarinense) e um combinado de cariocas e paulistas – e 2014, ano da realização Copa do Mundo no Brasil e da participação inédita de três times catarinenses na Séria A do Campeonato Brasileiro – Figueirense, Chapecoense e Criciúma – e da permanência de dois clubes – o Furação do Estreito e o representante de Chapecó e do acesso do Joinville, que se sagrou campeão da Série B em 2014 e do A vaí. O ano da Copa do Mundo no Brasil, converteu-se, em nível nacional, no ano de ouro do futebol catarinense.

AUTORES(AS)
ALEXANDRE FERNANDEZ VAZ
NORBERTO DALLABRIDA
PAULINO DE JESUS FRANCISCO CARDOSO
KARLA LEANDRO RASCKE
POLIDORO JR. (prefácio)
JAISON JOSÉ BASSANI
CARMEN SILVIA RIAL
CRISTIANE CECCHIN
CAROLINE SOARES DE ALMEIDA
JOÃO KLUG
THIAGO PEREZ JORGE
FELIPE MATOS
REINALDO LINDOLFO LOHN
EMERSON CÉSAR DE CAMPOS
MICHELE GONÇALVES CARDOSO
LISANDRA INVERNIZZI
MOZART MARAGNO
FRANCISCO ALFREDO BRAUN NETO
ROGÉRIO LUIZ DE SOUZA

ONZE TEXTOS EM CAMPO:
RECORTES DA HISTÓRIA DO FUTEBOL EM SANTA CATARINA

Não escapou a Pierre Bourdieu o paradoxo de que quando se observa o esporte em suas relações com a sociedade, os acadêmicos o desprezam, privilegiando objetos “úteis” e preterindo o campo esportivo, e que os desportistas, por sua vez, em geral pouco se importam em refletir analiticamente sobre suas práticas. Exceções à regra são os trabalhos do sociólogo alemão Norbert Elias, que em parceria com Eric Dunning e outros, analisou, de modo sócio-histórico, a emergência dos esportes modernos na Inglaterra do Oitocentos.
No entanto, nas últimas décadas, essa situação alterou-se substancialmente, de sorte que o interesse acadêmico pelo mundo do esporte vem crescendo de modo surpreendente. No Brasil, a curiosidade pelo esporte, mais especificamente pelo futebol no universo acadêmico tem um marco importante na obra coordenada por Roberto Da Matta, “Universo do Futebol”. Os esportes deixaram de ser tema apenas de torcedores apaixonados e dos brilhantes cronistas que reinventaram o Brasil – Mário Filho, João Saldanha e o maior de todos, Nelson Rodrigues, à frente – para se tornarem objeto do mundo universitário. Esse interesse de historiadores, sociólogos, antropólogos e educadores deve-se ao espaço que o esporte bretão tem tido ao longo do Novecentos e, especialmente, na contemporaneidade, envolvendo identificações locais, regionais e nacionais, manifestações de massa, vultuosos investimentos financeiros e movimentos de globalização.
Toda uma historiografia do futebol tem sido, nos últimos anos, escrita e reescrita, ainda que prevaleçam, de forma geral, trabalhos que tomam o esporte mais popular em uma generalidade que, afinal de contas, refere-se às cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, vistas como paradigmas do futebol entre nós. Um excelente exemplo de ensaio sobre o futebol brasileiro, que segue essa tendência, é o livro “Veneno Remédio”, de José Miguel Wisnik, lançado há seis anos. Trata-se de obra ao mesmo tempo fluente e consistente que, além de fazer reflexões instigantes sobre a emergência do futebol na Inglaterra em meados do século XIX e sua circulação em diferentes países e grupos sociais, reapresenta uma história social do futebol, marcada inicialmente pelo “timbre aristocrático” devido à sua prática em clubes e colégios masculinos da elite branca, mas, desde a década de 1930 aceleradamente plasmada pela apropriação nacional, em que se destacam os afrodescendentes, que passariam a oferecer, talvez em registo mais simbólico que material, ginga do moderno esporte bretão. Segundo Wisnik, nos primeiros anos após a Revolução de 1930, além de começar a se profissionalizar no eixo Rio-São Paulo, “o futebol mulato” começa a se afirmar e os primeiros desfiles-concurso de escolas de samba são promovidos pelo futebolista-mor carioca, Mário Filho. Desta forma, no Brasil, não por acaso, o futebol gingado e o samba passam ser os principais ícones expressivos nacionais.
O presente livro, no entanto, vem juntar-se a outros esforços de pesquisa da história do futebol em suas distintas expressões regionais. Pretende ser o primeiro esforço sistemático de expor aspectos da história do futebol em Santa Catarina entre 1910 – quando ocorreu o primeiro jogo de futebol público, na cidade de Florianópolis, entre os alunos do então Ginásio Santa Catarina (hoje Colégio Catarinense) e um combinado de cariocas e paulistas – e 2014, ano da realização Copa do Mundo no Brasil e da participação inédita de três times catarinenses na Séria A do Campeonato Brasileiro – Figueirense, Chapecoense e Criciúma – e da permanência de dois clubes – o Furação do Estreito e o representante de Chapecó e do acesso do Joinville, que se sagrou campeão da Série B em 2014 e do Avaí. O ano da Copa do Mundo no Brasil, converteu-se, em nível nacional, no ano de ouro do futebol catarinense.
Praticado em diferentes espaços sociais, tanto urbanos como rurais, o futebol disseminou-se, de modo intenso, e integrou-se à estrutura descentralizada do Estado de Santa Catarina, em que a capital não é uma metrópole que se impõe e as zonas geoeconômicas guardam referência a cidades de importância regional. Assim, os times de Florianópolis – Figueirense e Avaí – nunca conseguiram capilarizar efetivamente suas torcidas nos municípios do litoral e dos vales, muito menos naqueles do Planalto Serrano. De outra parte, os times catarinenses têm, historicamente, identificações locais/municipais/regionais e muitos torcedores são aficionados por equipes do eixo Rio-São Paulo ou de Porto Alegre.
Os textos que compõem o livro assumem a responsabilidade da pesquisa acadêmica, mas também procuram dialogar com um público mais amplo, não necessariamente especialista, mas interessado na história do futebol em Santa Catarina. Grosso modo, trata-se de uma centúria da prática futebolista no território catarinense. Cada capítulo se dedica a uma questão. Todos se ocupam de equipes catarinenses em recortes de sua história. Três são clubes que representam cidades e mesmo aglutinam regiões de Santa Catarina, Chapecoense, Joinville e Criciúma. Com distintas trajetórias, mas sempre representando regionalmente a paixão nacional, a história de cada um mostra continuidades de rupturas do percurso do futebol catarinense ao longo do século passado e início deste nosso século vinte e um. Cinco textos são de Florianópolis, cidade cindida pela rivalidade de oito décadas entre Avaí e Figueirense, mas que contou com outros clubes também pesquisados, o extinto Annita Garibaldi e o Colegial, equipe ligada ao Colégio Catarinense, contemplada com dois estudos que se dedicam à relação entre esporte e formação das futuras elites catarinenses. Entre todos, um capítulo sobre o Marcílio Dias, outro representante litorâneo, mas da cidade de Itajaí. Completa o livro o prefácio do jornalista Polidoro Júnior – autor de dois ótimos álbuns-livros sobre o futebol e veterano cronista esportivo de Santa Catarina.
Onze textos, cada um em sua posição em campo, nesta pequena seleção catarinense de estudos da história do futebol. Boa leitura!
Alexandre Fernandez Vaz
Norberto Dallabrida

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